Roncar não é normal — e pode ser perigoso

Roncar não é normal

Muita gente trata o ronco como algo comum, até motivo de piada entre casais e familiares. Mas a verdade é que roncar frequentemente não é normal — e pode ser um sintoma de distúrbio respiratório do sono, que compromete a saúde física e mental.

O que causa o ronco?

O ronco ocorre quando há obstrução parcial das vias aéreas superiores durante o sono, causando vibração dos tecidos da garganta. Ele pode ser temporário — causado por uma gripe ou posição inadequada ao dormir —, mas também pode ter causas estruturais ou funcionais mais sérias, como:

  • Desvio de septo nasal, hipertrofia de cornetos, processos inflamatórios crônicos de via aérea
  • Aumento das amígdalas ou adenoides (especialmente em crianças)
  • Excesso de peso, especialmente a gordura na região do pescoço
  • Envelhecimento, que reduz o tônus muscular da faringe
  • Consumo de álcool ou uso de sedativos antes de dormir

É importante diferenciar o ronco ocasional do ronco crônico e habitual, que acontece mais do que três vezes na semana, com intensidade variável e, muitas vezes, acompanhado por outros sintomas,como engasgos, sensação de sufocamento e espasmos.

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Quando o ronco é preocupante?

O ronco é considerado um sintoma de alerta quando:

  • Vem acompanhado de pausas na respiração (apneias)
  • Acorda a pessoa ou o parceiro com frequência
  • Está associado a engasgos, sufocamentos ou sensação de asfixia noturna
  • sonolência excessiva durante o dia, mesmo após uma noite aparentemente longa de sono
  • O paciente apresenta dor de cabeça matinal, irritabilidade ou dificuldade de concentração

Esses sinais são indicativos de que o ronco pode estar relacionado à apneia obstrutiva do sono (AOS) — um distúrbio potencialmente grave que reduz a oxigenação do corpo e fragmenta o sono.

Quais são os riscos do ronco não tratado?

A apneia do sono, quando não tratada, está associada a uma série de complicações de saúde:

  • Hipertensão arterial resistente
  • Infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC)
  • Arritmias cardíacas
  • Diabetes tipo 2
  • Depressão e ansiedade
  • Comprometimento cognitivo
  • Maior risco de acidentes de trânsito e trabalho

Além disso, o impacto sobre a qualidade de vida pode ser significativo — tanto para o paciente quanto para quem dorme ao lado.

Como é feito o diagnóstico?

A investigação do ronco, quando feita por um médico especialista em medicina do sono, começa com uma consulta médica detalhada, levando em conta os sintomas, hábitos de vida e histórico clínico. Após o exame físico de via aérea superior em consultório, o exame  de polissonografia é recomendado, para  monitorar a atividade cerebral, respiração, oxigenação, frequência cardíaca e outros parâmetros durante o sono.

A polissonografia tipo 1, realizada em laboratório, é o padrão-ouro para diagnóstico da maior parte dos distúrbios de sono. Já a polissonografia domiciliar pode ser indicada em casos mais específicos.

Existe tratamento para o ronco?

Sim. O tratamento depende da causa identificada e da gravidade do quadro. Entre as abordagens mais comuns estão:

  • Perda de peso e mudanças no estilo de vida
  • Terapias posicionais
  • Uso de dispositivos intra-orais
  • Terapia com CPAP (pressão positiva contínua nas vias aéreas)
  • Cirurgias (como correção do desvio de septo e remodelação dos músculos da faringe)
  • Exercícios orofaciais para fortalecimento muscular

A decisão terapêutica deve sempre ser individualizada e acompanhada por profissionais especializados em medicina do sono.

Ronco não é normal — é um sinal do corpo

Se você ronca com frequência ou convive com alguém que ronca de forma intensa, não ignore esse sintoma. Buscar ajuda médica especializada é o primeiro passo para melhorar a qualidade do sono, prevenir complicações graves e recuperar a energia para o dia a dia.

Avaliação especializada na Clínica Zottis

Na Clínica Zottis, realizamos a investigação completa das causas do ronco, com exames diagnósticos como a videonasofaringolaringoscopia,  a polissonografia em laboratório de sono ou domiciliar. 

Com uma equipe especializada e liderada pela Dra Berenice Zottis, médica especialista em medicina do sono (CRM/SC 13520 – RQE 6600/12761) oferecemos acompanhamento individualizado, com foco em diagnóstico preciso e tratamento humanizado.

Se você precisa entender melhor seu sono ou recebeu indicação médica para realizar a polissonografia, conte com a equipe da Clínica Zottis. Dormir bem é um passo fundamental para viver com mais saúde.Para informações e agendamentos, clique AQUI.

Foto de Dra. Berenice Zottis

Dra. Berenice Zottis

Trabalho diariamente para que meus pacientes reconectem seu sono, buscando uma saúde respiratória plena e uma vida de qualidade.